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Dedicado à pequena e grande aldeia de Amoinha Nova, concelho de Valpaços

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Túmulos: Património de Amoinha Nova - Sua preservação



Um galo tinha começado a cantar ali no pátio do Ti Jaime e mais outro, mais abaixo, na Rua de trás, talvez fosse um dos do Berto, não o sabia bem, até porque ainda eu dormitava.
- Mana, estás acordada?- murmurou a minha irmã.- Vamos ver o nascer do Sol?
- É p'ra já! Oupa lá!
Peguei na "rouba imagens", sim, porque constitui crime tirar a pureza à natureza e trazê-las para este cantinho, digo eu, bah.
_ Não! Deixemos o "nosso" sol nascer à sua vontade e vamos tomar um café com folar, aquele que o mano Jorge trouxe ontem.- disse eu, mas muito triste.
Pastilha na mão, chávena na outra, saiam já dois cafés ali pro velhinho escano! (é sempre a mana que desempenha essa tarefa)... assim como outras. A idade é um posto!
Bem! Adiante, que a noite foi curta.
Problema! Capela e túmulos!
Afinal, lado a lado, e nenhuma das duas tinha pregado olho durante aquela longa noite.
Uma explicação: somos demasiado ansiosas!
Gostamos de tudo para ontem e não pode ser assim.
Oh! Esta conversa toda para dizer que as obras na Capela estão no bom andamento, apesar de um pequeno contratempo, e que tudo ficará bonito e principalmente, o nosso Património religioso e cultural recentemente descoberto, será devidamente preservado. Este último ponto de elevada importância. Aos responsáveis pela beneficiação e preservação desta riqueza patrimonial e a sua sensibilidade para estas coisas, os nossos parabéns. Fica a homenagem deste cantinho dos Amoinhenses louvando os seus esforços .

3 comentários:

  1. LINDA ESTA IGREJA...
    É QUASE TÃO LINDA COMO A DE OUTEIRO SECO!...

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  2. Estou de acordo, mt gira mesmo.

    Um boa semana pra todos os deste cantinho!

    Lula

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  3. "Ó sino da minha aldeia"

    Ó sino da minha aldeia,
    Dolente na tarde calma,
    Cada tua badalada
    Soa dentro da minha alma.

    E é tão lento o teu soar,
    Tão como triste da vida,
    Que já a primeira pancada
    Tem o som da despedida.

    Por mais que me tanjas perto
    Quando passo sempre errante,
    És para mim como um sonho,
    Soas-me na alma distante.

    A cada pancada tua,
    Vibrante no céu aberto,
    Sinto mais longe o passado,
    Sinto a saudade mais perto.

    Fernando Pessoa, "Cancioneiro"

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